PRIMEIRA PARTE
Primeiro capítulo – Tempestade
Era uma noite de tempestade, todos abandonaram o cais, o mestre Manuel resolveu não sair com seu saveiro, preferiu ficar junto a Maria Clara. Lívia ficou, aflita, à beira do cais, sob a chuva e o vento, esperando Guma que vinha no "Valente", desafiando a fúria dos ventos. Um saveiro virou no mar e dois homens (Raimundo e Jacques) caíram na água e morreram.
Segundo capítulo - Cancioneiro do Cais
Cessada a tempestade, Lívia continua esperando Guma e ouve os gemidos de Maria Clara dentro do saveiro com mestre Manuel, mas em breve ela também estaria nos junto a Guma, pois há oito dias não o via. Rufino conta a Lívia que Raimundo e Jacques morreram afogados, tendo sido seus corpos encontrados por Guma. Todos passam a compartilhar do sofrimento de Judith, mulher de Jacques, uma mulata.
Terceiro capítulo - Terras do sem fim
O Francisco não queria entregar o seu sobrinho para uma prostituta. Quando foi apresentá-la ao filho, Guma pensou que aquela fosse a mulher que seu tio lhe prometera, que deitaria com ele numa cama, mesmo tendo apenas onze anos. Guma assustou quando soube que aquela mulher tão esperada por ele era sua mãe, pois nunca tinham falado dela.
Quarto capítulo - Acalanto de Rosa Palmeirão
Jorge Amado conta a história de uma mulata que se chamava rosa Palmeirao, todos sabiam de suas historias , principalmente o Francisco. Sua fama corria o mundo, e todo marinheiro a conhecia. Uma flor (uma rosa palmeirão) que trazia sempre no vestido herdou-lhe o nome. Ela não aparecia há anos.
Certa vez, na terceira classe de um navio, chegou do Rio de Janeiro e foi o centro das atenções, reviu a todos e conheceu Guma a quem confessou que queria ter um filho e com quem viveu uns tempos. Dessa vez, contou que, vivendo com um tal de Juca, havia apanhando dela invadiu a casa com mais seis homens querendo bater.
Quinto capítulo - Lei
Em um dia ocorreu uma nova tempestade, e foi nesse dia que João Pequeno morreu, o governo teve que dar pensão à mulher dele, onde ele aparecia nas noites de tempestade.
Godofredo, comandante da Companhia, odiado no cais por perseguir a todos, ofereceu duzentos mil réis, mais cem mil réis, para uma pessoa que trouxesse o "Canavieiras", que estava fora, sem poder entrar e pedindo socorro. Guma aceitou o desafio, resgatou o saveiro e salvou a tripulação. A partir desse episódio, ganhou fama no cais da Bahia.
Sexto capítulo - Iemanjá dos cinco nomes
Ninguém no cais tinha um só nome, inclusive Iemanjá, que tinha cinco nomes, conhecidos por todos: Iemanjá, dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá, Dona Maria. Anselmo era um pai de santo, que organizava as festas e macumbas a Iemanjá. Cada data e comemoração em relação a festa da iemanjá, era em uma data diferente e em culturas diferentes, dependendo do local.
Sétimo capítulo - Um navio ancorou no cais
Um navio ancorou no cais e nele Rosa Palmeirão foi embora. Num grupo de conhecidos, Guma, cabisbaixo, é zombado por Maneca e Severiano que, ao ser socado por Guma, puxou uma faca.
Apesar de Guma pular, o pé de Severiano alcançou-o na boca do estômago, mas Rodolfo salvou a vida de Guma.
Oitavo capítulo - Marta, Margarida e Rachel
Dr. Rodrigo era de família de marinheiros. Era magro e fraco, incapaz de levar um saveiro pelas águas. No cais todos o adoravam. Era também poeta, mas somente a professora Dulce sabia que ele fazia poemas sobre o mar. Todos esperavam que os dois se casassem.
Marta era filha de Traíra, tinha dezoito anos, cosia peças, estava preparando um enxoval à espera de um noivo. Margarida nadava na beira do rio; Rachel era a menor, de quatro anos, brincava com uma boneca e não sabia pronunciar direito as palavras.
Nono capítulo - Viscondes, Condes, Marqueses e Besouro
No dia em que Traíra morreu, Guma estava indo ver Lívia, que foi à festa de Iemanjá somente para vê-lo. Lívia nasceu na capital, onde nascem as mulheres mais lindas do cais. Guma assumiu um compromisso com Rosa Palmeirão: ter um filho com Lívia para Rosa ajudar a criar.
Décimo capítulo - Melodia
Guma viajou em busca de Lívia, a mais bela mulher que seria oferecida ao mar. Ele correu muito, mas mesmo assim Guma ouve o baticum dos candomblés, parecia ouvir a risada clara de Lívia.
Décimo primeiro capítulo - Rapto de Lívia
Chegando a Santo Amaro, Rodolfo levou Guma para ver Lívia. Os tios dela, que tinham uma pequena quitanda e que foram salvos por Guma no acidente com o "Canavieiras", não aceitavam o relacionamento, queriam que ele fosse embora, pois Lívia não podia esperar nada de um marinheiro mais pobre que eles.
Guma entregou a ela uma carta; na verdade, foi escrita pelo doutor Filadélfio. A resposta de Lívia veio quando ele voltava, ela dizia que estava preparando o enxoval.
Os tios proibiram Guma de visitá-la, e Rodolfo sugeriu que ele a raptasse, que a levasse para Cachoeira e casasse na volta. Combinaram tudo para uma semana. E assim aconteceu.
Décimo segundo capítulo - Marcha nupcial
Rodolfo acalma os tios de Lívia, que estavam revoltados, e pede a Guma que faça sua irmã feliz. O casamento seria daqui sete dias. O velho Francisco ficou preocupado, pois sabia que um marinheiro não se devia casar.
No dia do casório, Jeremias trouxe o violão, e o negro Rufino a sua viola, e eles cantaram as canções do mar, e então Lívia jurou que seu filho não seria marinheiro.
SEGUNDA PARTE
Primeiro capítulo - Roteiro do mar grande
Nesse mês poucas viagens eram feitas. Quando Guma estava de bom humor, Lívia acompanhava-o, às vezes ficava sozinha com o velho Francisco, ouvindo as histórias do cais. Sabia que o marido estava no mar e que podia não voltar. Gostou quandoa mulata Esmeralda, veio morar junto dela.
Guma e mestre Manuel apostaram corrida e Guma ganha. Andando pela praia, Lívia e Maria Clara encontram duas ciganas, e uma delas disse a Lívia que ela e Guma estavam passando por dificuldades, que as coisas iriam melhorar, que ele corria grande perigo, e que Lívia estava grávida.
Segundo capítulo - Esmeralda
Grávida, Lívia procura Dr. Rodrigo, que ajudava as mulheres do cais, pois era um favor para muitas daquelas mulheres que passavam fome.
Guma, ao saber que ia ser pai, avisou a todos, primeiro a Rufino, e foi comemorar no Farol das Estrelas. Esmeralda falou a Guma que não tinha topado ainda com um homem que lhe fizesse um filho. Não queria um filho de Rufino. E mais uma vez, insinuou-se para Guma. Lívia passou mal e quase abortou. Guma chamou Esmeralda e doutor Rodrigo para ajudá-lo.
Enquanto Lívia dorme, Guma, sozinho com Esmeralda, deita-se com Esmeralda. Depois, ameaça matá-la, quando ouve os passos dos tios de Lívia que chegavam com o velho Francisco, mas depois Lívia ficou bem.
Terceiro capítulo - Eram cinco meninos
Após a melhora de Lívia, Guma viajou, fugindo das perseguições de Esmeralda e tentando evitar Rufino, pois havia quebrado a lei do cais, traindo seu melhor amigo. Sentia vergonha. Lívia e Esmeralda esperam os seus homens no cais. Somente Guma chega e, ao subir a ladeira com Lívia, Esmeralda sente ciúme.
Leôncio, dado como morto, irmão do velho Francisco e tio de Guma, chega misteriosamente. Todos se assustam, principalmente o velho Francisco que pede que ele vá embora, mas Lívia permite que ele fique por duas noites. Saiu para andar pelo porto e nunca mais voltou. Guma tem receio de que Esmeralda conte a Rufino o seu relacionamento com ele.
Quarto capítulo - Água mansa
Depois do novo desaparecimento de Leôncio, velho Francisco pouco parava em casa, vivia no cais, bebia no Farol das Estrelas, voltava sempre bêbedo. Rufino já desconfiava de que Esmeralda andava enganando-o.
Num passeio de canoa, Esmeralda, sabendo que ia morrer, conta em detalhes o seu envolvimento com Guma, mas Rufino não acreditou. Rufino abriu a cabeça dela com o remo, matou-a e, depois a jogou no mar para ser comido pelos tubarões.
Pelo trabalho de Guma no mar, Lívia achava cada vez mais que a vida dele corria perigo. Os tios dela iam visitá-la, queriam que Guma deixasse aquela vida do cais e fosse trabalhar na cidade alta.
Quinto capítulo - O "Valente"
Chico Tristeza volta, um negro que foi embora há muito tempo, ele estava alegre e contando muitas histórias sobre suas aventuras, mas Chico Tristeza foi embora, pois seu navio só demorou dois dias.
Sexto capítulo - O Filho
O dr. Rodrigo foi chamado, pois Guma, no acidente, ficou com um ferimento na cabeça, mas primeiro teve que atender Lívia.
Nasceu o filho de Guma. Ao invés de ficar alegre, Guma estava triste: seu filho nasceu, e ele não tinha um saveiro. Com a ajuda do dr. Rodrigo, comprou de João Caçula, para pagar em parcelas, o "Roncador".
Sétimo capítulo - Toufick, o árabe
Nesse capítulo, aparece a figura do árabe Toufick, que chegou na terceira classe de um navio e vivia em uma aldeia entre os desertos. Aos poucos, foi conhecendo a cidade, morava num bairro árabe da Ladeira do Pelourinho.
Por suas qualidades de comerciante, foi trabalhar para F. Murad, o árabe mais rico da cidade, dono de uma casa de tecido que tomava quase todo um quarteirão e contrabandista de seda.
Oitavo capítulo - Contrabandista
Frederico, o filho de Guma e Lívia, já começava a andar, ele preferia brincar com um barquinho numa bacia de água, e Guma e Lívia previam de que teria o destino do pai.
Toufick propõe a Guma que aceite transportar o contrabando de sedas, serviço feito por Xavier, que o deixou na mão. Guma podia ganhar, de uma só vez, até quinhentos mil réis e pagar o seu saveiro em dois ou três meses. Guma reluta, mas, por pelas suas necessidades, aceita o serviço, recebendo cem mil réis de adiantamento. Na primeira viagem, conhece Haddad, outro contrabandista, e F. Murad, o árabe mais rico da cidade.
Rodolfo e Lívia já desconfiavam de que Guma estava metido no negócio de contrabando, até que ele, diz a ela que, quando acabasse de pagar o saveiro, deixaria aquela vida.
Guma pagou o saveiro. Tornou-se amigo do árabe Toufick. E sua vida havia melhorado. Guma estava livre de dívidas e em breve, quando pudessem, deixariam aquela vida para morar na cidade alta e dariam um destino melhor para o filho.
Nono capítulo - Terras de Aiocá
Guma manda avisar a Rosa Palmeirão, que o "neto" dela já havia nascido. Lívia a recebeu como uma irmã. Guma, enfrentando um grande temporal, numa das viagens de contrabando, com Toufick, Haddad e com Antônio, jovem árabe e filho de F. Murad, naufraga com o saveiro. Os tubarões devoram Haddad, Guma salva Toufick e fica ouvindo os gritos e F. Murad, na praia, pedindo pelo filho. Guma volta ao mar, pega o jovem que é jogado na praia pela forte correnteza.
Numa luta mortal com tubarões, Guma desaparece.
TERCEIRA PARTE
Primeiro capítulo - O mar é doce amigo
No "Viajante sem Porto", mestre Manuel, dr. Rodrigo, o velho Francisco, Maneca, Maria Clara e Lívia chegam ao local onde Guma desapareceu. O velho Francisco acende uma vela. Onde o pires parasse, lá estaria o corpo. Todas as tentativas foram em vão. Guma desapareceu salvando duas pessoas, teve a morte mais heróica do cais.
Segundo capítulo - A noite é para o mar
A mãe de Guma volta, velha e meio cega, depois de vinte anos. Toufick agradece a Lívia por Guma ter salvado a vida dele e a de Antônio. Murad, pai de Antônio, mandou a ela uma certa quantia em dinheiro, e então Lívia assume o comando do saveiro.
Terceiro capítulo - Hora da noite
Lívia sente o peso da solidão, sabendo que Guma estava longe, morto no mar. Outros homens rondavam a sua porta. Para ela, a noite continua.” A noite sem estrelas do mar morto. “
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
A Moreninha
O livro A Moreninha, de Joaquim Manuel de Machado, conta a história de um jovem chamado Augusto, estudante de medicina, que quando era mais novo, fizera um juramento de amor a uma menina que conhecera. Augusto, durante um feriado foi convidado pelo seu amigo, a ir para a ilha de Paquetá, onde conheceu uma linda moreninha, irmã de seu amigo Filipe, e acabou se apaixonando. O seu amor acabou sendo correspondido, então, mais tarde, Augusto descobriu que ela era a prometida.
Opinião: eu gostei muito do livro, por causa dessa linda historia de amor onde tudo acaba bem no final.
Opinião: eu gostei muito do livro, por causa dessa linda historia de amor onde tudo acaba bem no final.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Um Ano de Historias
O livro Um ano de histórias, de Marcia Kupstas, conta 12 histórias diferentes: uma em cada mês, relacionadas com uma data. Em Janeiro, conta uma história referente ao dia da paz, em Fevereiro conta uma história sobre o Carnaval, em Março referente ao dia internacional da mulher, em Abril sobre a páscoa, em Maio referente ao dia das mães, em Junho sobre o dia dos namorados, em Julho referente ao dia internacional da amizade, em Agosto sobre o dia dos pais, em Setembro referente ao dia da Independência, em Outubro sobre o dia dos professores, em Novembro referente ao dia da proclamação da república e em Dezembro sobre o natal.
Opinião: eu adorei o livro, pois ele é muito interessante e envolve temas como o amor, amizade, ciumes, inveja e muito humor.
Opinião: eu adorei o livro, pois ele é muito interessante e envolve temas como o amor, amizade, ciumes, inveja e muito humor.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Clara dos Anjos
O livro Clara dos Anjos, escrito por Lima Barreto, ocorre no rio de Janeiro, e conta a historia de uma jovem mulata chamada Clara, filha do Joaquim dos anjos que era um carteiro. ela é seduzida por um mulherengo chamado Cassi Jones, ele era um homem branco e muito ignorante. Após ter desonrado varias mulheres, seu pai não falava com ele. Cassi vê clara e já sabe quem vai ser seu próximo alvo, e vai tentando aproximar-se melhor. Começando pela festa de aniversario de Clara. Ela não acredita, apesar de seus pais falarem e muitas outras pessoas que Cassi Jones não era um homem digno. Ele vai para são Paulo, após um tempo, para uma tentativa de emprego. Então Clara descobre que esta gravida. Ela resolve contar a mãe depois de ter pensado em aborto. Sua mãe foi comunicar o ocorrido aos familiares de Cassi. mas la ela é tratada como uma mulatinha e mais uma de tantas outras. Assim Clara percebe que foi enganada todo o tempo.
Opinião: Eu achei esse livro interessante, pois ele retrata a realidade que é o preconceito racial, que hoje na minha opinião é um assunto importante, e que deve ser resolvido o quanto antes.
Opinião: Eu achei esse livro interessante, pois ele retrata a realidade que é o preconceito racial, que hoje na minha opinião é um assunto importante, e que deve ser resolvido o quanto antes.
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